Depois de atingir o marco do post 100 resolvi mudar um pouco esta descrição...agora vocês já me conhecem melhor...sou a Fer Ayer, tenho 34 anos e faço este blog porque amo escrever, cozinhar, trocar experiências de cozinha e de vida e, principalmente, porque amo a possibilidade de novos amigos que esta experiência me deu.
Ontem resolvi que ia fazer uns biscoitos para oferecer no café para 2 amgas que eu ia dar hoje...e procurei na net umas receitas para escolher uma...para ser sincera, na hora achei bem difícil, pois estava cansada...fim do dia, e queria um biscoito que não fosse cheio de coisas para poder decorar com o glacê pela primeira vez...achei a receita que eu queria no Panelinha e fui para a cozinha. A massa precisa descansar 12 horas na geladeira antes de assar, então só ia terminar hoje de manhã.
Acordei cedo e fui para a cozinha...ansiosa para usar meus cortadores novos, glacê pela primeira vez e decorar com as idéias que tive. Minha intenção nem era postar este biscoito hoje, com pressa, mas quando acabei tudo e sentei no meu computador para ler os blogs que leio sempre começam as coincidências.
Comecei a rir..."ua da réu"...todo mundo teve vontade de comer biscoito hoje?
Amei a coincidência e resolvi adiantar meu post do biscoito para entrar na onda...risos
Fiz uma experiência colocando um biscoito mais grosso em um palito...como pirulito, para usar no aniversário da Sarah e ficou bem legal.
Biscoito de gengibre
100 g de manteiga 1 xícara (chá) de açúcar mascavo 4 colheres (sopa) de mel 2 xícaras (chá) de farinha de trigo 2 colheres (chá) de gengibre em pó 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio 1 ovo batido manteiga e farinha de trigo para untar e enfarinhar
1. Numa panela, junte a manteiga, o açúcar mascavo, o mel e leve ao fogo baixo. Mexa com uma colher até obter uma calda.
2. Numa tigela, peneire a farinha de trigo, o gengibre e o bicarbonato. Misture bem com uma colher e acrescente a calda derretida e o ovo batido. Mexa até obter uma massa uniforme.
3. Embrulhe a massa em filme. Não se preocupe com a consistência, pois a princípio a massa fica muito mole. Leve à geladeira por no mínimo 12 horas.
4. Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média).
5. Em uma superfície enfarinhada, abra a massa com um rolo até que fique com 0,5 cm de espessura. Corte a massa com cortadores de formatos variados. Se preferir, use a boca de um copo para fazer biscoitos redondos.
6. Unte duas ou mais assadeiras grandes com manteiga e polvilhe com farinha. Distribua os biscoitos nas assadeiras, deixando uma margem de 2 cm entre eles. Leve ao forno preaquecido e deixe assar por 10 minutos.
7. Retire do forno e deixe esfriar. Quando os biscoitos ficarem firmes, retire-os com a ajuda de uma espátula. Se quiser, enfeite os biscoitos com glacê, veja a receita na página seguinte. Conserve num recipiente fechado, em local seco e arejado.
Para decorar eu usei Mistura em pó do Glacê real arcolor que depois tingi com corante vermelho...e acabou ficando rosa (eu queria vermelho mesmo...haha)
Nada melhor, na minha opinião, para acompanhar meu chá da tarde e participar desta brincadeira, do que bagels quentinhas com cream cheese...eu adoro, tem sabor de lugares que eu amei conhecer (como a Disney e a casada minha irmã) e eu morria de medo de fazer, o que também foi um desafio para mim.
A massa, para simplificar mais ainda, no melhor estilo Nigela Lawson, fiz na minha máquina de pão, o que me poupou um certo trabalho e não deixou em nada a desejar.
Receita:
260ml de água
460g de farinha de trigo
2 colheres de chá de sal
2 colheres de sopa de açúcar
3 colheres de sopa de óleo
2 e 1/2 colheres de chá de fermento seco em sachê
Coloquei tudo na máquina no programa DOUGH e esperei o tempo pedido (caso não tenha maquina você vai ter que trabalhar a massa na mão e deixar crescer até dobrar de volume.
Depois disso separei em 8 bolas e fiz furos no meio com o cabo do meu rolo de abrir massa (e expandi um pouco o buraco com a mão) e coloquei no forno desligado para esperar mais 40 minutos até ele crescer de novo.
Depois destes 40 minutos fervi 2 litros de água com 2 colheres de sopa de açúcar e um a um fui colocando meus bagels nesta água por 2 minutos (1 minutos de cada lado) e depois escorrendo e passando no gergelim preto ou no parmesão ralado.
Coloque então os bagels numa fôrma levemente untada e leve ao forno médio por cerca de 30 minutos.
Eles saem com um cheiro e crocantes...quase morri de tanto comer.
De manhã no café já estavam meio durinhos, mas coloquei eles na minha torradeira e lá estavam eles prontos de novo...um ESPETÁCULO. Passou o medo e espero fazer mais vezes.
Na minha temporada na casa dos meus pais, aproveitei para conhecer a cidade de Cunha, que fica bem perto de Guaratinguetá (onde eles moram) e eu nunca havia conhecido.
Dizem que é a segunda Campos do Jordão, pois também faz muito frio, e assim como a outra tem Festival de Inverno e tudo mais.
A cidade é famosa pelos trabalhos dos ceramistas, que eu também conheci, mas que é assunto para outro post, porque nesse quero falar do trabalho super meigo de uma artista chamada Katia Patelli.
Minnha mãe já tinha me presenteado certa vez com 3 xícarazinhas dela para a minha coleção e eu amei sua pintura em porcelana, que é bem simples, sem deixar de ser sofisticada, será que me fiz entender? Não? Então olhe as fotos e entenda por si mesma.
Olha este porta queijo-ralado...você acha que eu resisti? Claro que não...haha
Estava há tempos pensando aqui com meus botões qual seria a receita que ia me dar o prazer de participar da empreitada da Simone e sem querer, sem pensar, ela me apareceu assim na mente. A receita já estava pronta e fotografada, mas ainda não postada, então foi só achar a música que eu tanto queria para combinar com ela...explico.
Há um mês atrás eu pedi para minha tia, que "herdou" o caderno de receitas de minha avó Chiquita, que me emprestasse ele para eu copiar coisas que ela sempre fez para mim e que estavam perdidas, pois ninguém mais sabia fazer como ela fazia...é claro que sei fazer um rocambole e uma pizza enrolada, mas tinha que ser a dela, com a receita dela e a letrinha dela que ainda usava acentuação do tempo que ela aprendeu a escrever com todos os "pôr" com acento e coisas do tipo.
A primeira receita que tive vontade de fazer daquele caderno foi a desta pizza enrolada que eu amava e nem me lembrava mais do sabor, e para combinar com a receita dela tinha que ser uma música que ela gostasse muito e que eu amo demais, para fazer valer para as duas.
Minha avó amava música clássica, ouvia todo dia e fazia as orações dela com esta música, que depois ficou famosa por causa da cena da fonte do Belaggio Hotel em Las Vegas no filme Oceans 11 - Clair de Lune (do Debussy)
Espero que vocês se emocionem com a música, que é lindíssima, com os Brad Pitt que também é lindo (e não está no concurso...haha) e que gostem da receita, que é simples, assim como minha avó sempre foi.
Pizza Enrolada da Chiquita e do Debussy (batizei em homenagem à minha vó e ao autor da música)
25g de fermento fresco (se não me engano o quadradinho tem 30g)
1 copo de leite morno
1 colher de chá de sal
farinha de trigo até dar ponto
gema de ovo para pincelar
Dissolva o fermento no leite e no sal e ir adicionando trigo ate obter uma massa lisa e que não grude nas mãos, para abrir com o rolo.
Polvilhe uma bancada com trigo e divida a massa em 2 bolas (rende 2 pizzas enroladas).
Abra a massa com o rolo e recheie com presunto, mussarela e tomates cortados em cubinhos e temperados com sal, orégano e azeite.
Enrole a pizza e coloque numa fôrma. Pincele as 2 pizzas enroladas com a gema de ovo e leve para assar até dourar.
Com algumas semanas de atraso hoje coloco aqui as fotos do maravilhoso curso de Finger foods que fiz no Fruto Amarelo, um lugar maravilhoso que tem aqui em Sorocaba onde existe um armazém de produtos naturais e orgânicos de todo tipo, desde horti-fruti até congelados e produtos de limpeza.
Lá também funciona um pequeno restaurante onde tomei esta delícia de chá e onde todos os dias se serve almoço vegetariano e outras delicias.
Este curso foi dado pela simpática Angela Festa que é referência no assunto de boa comida, só para citar alguns exemplos ela ministra cursos na Mãe Terra e na Korin...então além simpática também é muito competente.
Coloco aqui as fotos do que consegui tirar durante o curso...experimentei quase tudo e posso dizer que o sabor era incrível, apesar de ser finger foods (que são pequenas porções ou monoporções) e pretendo fazer logo algumas delas aqui em casa para passar as receitas para vocês.
Roll de berinjela com tomate seco - os tomates foram feitos lá mesmo no fruto amarelos e a berinjela é desidratada e recheada com eles, tudo depois regado com azeite e alho.
Mousseline de Mandioquinha com Perfume de Gengibre - o sabor é suave e super gostoso...o perfume de gengibre faz toda a diferença.
Mini Cuscuz à Paulista - um mimo feito numa colocado numa forminha de empadas no. 0 com uma azeitoninha por cima, feito com gordura de palma e leite de soja.
Carambola com Pasta de queijo - o morango no centro do prato foi uma alternativa que a Angela generosamente me preparou, pois tenho um problema renal e não poderia comer a carambola (fica aqui a dica). Por cima sementinhas de pimenta...o sabor é incrível mesmo e o visual vocês podem falar por si próprios.
Nesta foto vocês podem ver mais 2 pratos preparados em aula - Mini tomates cereja com recheio de gorgonzola e brusqueta ao pomodoro.
Carpaccio de Frutas da Estação servido com mel e iogurte.
Ainda ficaram sem fotografar a Água Fresca de Melão com Limão Siciliano que podemos ver na jarra em cima da mesa e que é bem refrescante, o Ramequim de Cogumelos que tinha uma cara ótima mas acho que esqueci de tirar a foto e o mix de folhas com Azeite de Manjericão.
As duas responsáveis pelo banquete: Angela Festa (a culinarista) e Michele (ajudante do dia dela e funcionária do Fruto)
Eu não sei como chama para vocês...eu sempre chamei de tostex. aquele sanduíche que a gente coloca bastante queijo com mais algumas delicias e depois coloca na boca do fogão com uma espécie de panelinha de omeletes quadrada que espreme o pão lá dentro como uma sanduicheira e deixa ele torradinho por fora e todo derretido por dentro...ai, já quero comer outro.
Este ai fiz na casa da minha mãe quando ainda estava por lá e tomamos com este cerveja maravilhosa da Baden Baden que além de ser super saborosa deu mais um charme para o lanche tão simples.
O meu foi só maionese de limão, MUITA mussarela e tomates...quer?
Este foi o primeiro bolo que me encomendaram ontem e para ser bem sincera, fiquei bastante estressada pela primeira vez na cozinha, porque fazer para a gente é uma coisa, mas fazer para fora é outra, a gente fica morrendo de medo que alguma coisa dê errado não é? Graças ao meu anjinho da guarda deu tudo certo e espero que tenha agradado.
Ainda não ficou lindo, apesar de gostoso, pois estou ainda na primeira semana do meu curso de 4 semanas para aprender a confeitar bolos, então tive que improvisar, mas logo logo ficará um arraso.
A massa foi de pão-de-ló bem gostoso
1/2 litro de ovos em temperatura ambiente batidos com 225g de açúcar na batedeira até dobrar de volume e ficar bem fofo e clarinho. Depois juntei 225g de trigo peneirado misturando com a colher e bem pouco para não baixar a massa.
Assei em forma ntada com margarina com 80% de lipídios, pois o bolo é bem fofo e não pode grudar de jeito algum, senão você não desenforma
Depois cortei em 3 camadas e recheei uma delas de leite condensado cozido (pedido da cliente) e a outra com geléia de morangos cm pedaços que eu mesma fiz.
Por fim cobri com chantilly, enfeitei com morangos e chocolate branco ralado.
No mesmo churrasco que fizemos os milhos, fizemos estes camarões, que eu tinha visto um dia no Sopa Vermelha e achei que ficariam uma delícia. Lá em casa churrasco hoje em dia tem de tudo e cada vez menos carne...não que a gente não goste, gostamos, mas foi um processo gradual: um dia colocamos um abacaxi lá e ficou bom e começamos a tentar...banana, tomate, cebola com casca, milho e assim foi.
Temperei os camarões com limão e um tempero que comprei no Mercadão em SP que é de pimenta com limão e ficou bem forte, mais do que eu queria, mas deu prá comer.
Quem não comeu milho assim na churrasqueira quando era criança? Mau pai faz para mim até hoje...e nós fazemos para a Sarah...com manteiguinha nele quentinho então...hum!!!