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Week 11
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Entries for week 11 of 2008

From 3/15/2008 to 3/21/2008


SAT
15
MAR

A gente tem problemas mas a gente come.

By Fer Ayer

E só para não dizer que não fazemos nada quando estamos com a cabeça cheia...eu faço sim...assim como fiz esta saladinha bem básica mas que eu adoro.

 

 

 

A novidade aqui é que além da rúcula que eu tanto amo e do tomate seco, esfarelei por cima da salada um pouco de chancliche de pimenta calabreza. Eu costumo usar muito este queijo aqui em casa para acompanhar pães e queijos quando vamos tomar um vinho, pois é saboroso e fácil de preparar. Ele vem como uma bola de ricota temperada que você espreme com o garfo até se desfazer (ele é seco), então eu rego com bastante azeite e vou misturando até dar a consistência que eu gosto. Desta vez apenas esfarelei em cima da salada que temperei toda com azeite depois.

 

O chanclicheOpen in a new window é um queijo de sabor particular, parecido com a ricota, mas um pouco mais azedo.

A receita veio do Oriente Médio e desembarcou no país no final do século 19 com os imigrantes árabes (conhecido como labneh).  Andou, andou e foi parar em Guaxupé, no interior de Minas Gerais, onde sobrenomes árabes são comuns nas ruas e praças. Lá, desde 1989, a guloseima é produzida em escala industrial pelo empresário Antônio Carlos Lima Ribeiro, dono do laticínio President.
 
O negócio começou por acaso. Ribeiro se casou com Carmen, que tinha ascendência libanesa e guardava o segredo do queijo em família. “A avó dela (dona Angelina Sabbag) foi quem ensinou a receita, feita com a massa da coalhada”, conta o empresário que, antes do laticínio, criava gado leiteiro com os irmãos e produzia cerca de 2 mil litros de leite por dia.

Após algumas conversas, as duas famílias juntaram seus talentos e, no final dos anos 80, Carmen e Ribeiro decidiram apostar no novo negócio: a fabricação do labneh.

O primeiro passo foi registrar o nome chancliche, “que logo virou sinônimo de queijo árabe no Brasil”, conta Ribeiro. O início foi modesto, a produção era caseira: cerca de 15 mil queijos por mês.

A produção atende, principalmente, o mercado paulista, “mas o produto está em quase todos os estados brasileiros”, afirma Ribeiro (tanto que eu sempre comprei em Sorocaba e agora achei aqui em Recife com facilidade).

O chancliche President é encontrado em embalagens individuais (bolinhas meio achatadas) - de 135 gramas - e em potes de vidro de 400 gramas. Há três variedades do queijo: natural, envolto em pimenta calabreza e também em zátar (mistura de gergelim e especiarias). 

 

Fonte: Agência de Notícias Brasil-Árabe

 

 




SUN
16
MAR

Amizade.

By Fernanda Pereira

Tenho uma amiga muuito querida que uma vez me deu o cartão com um pensamento que nunca mais me esqueci e costumo citá-lo sempre que um amigo me comove...e hoje é um dia destes, então vamos lá.

 

"Todos os homens têm manias; uns gostam de cavalos; outros de cães; outros querem ouro, outros, honraria. Quanto a mim, nenhuma destas coisas me atrai. Mas tenho paixão por amigos." (Sócrates)

 

Pois a TatyOpen in a new window, que é uma amiga de muito pouco tempo mas já muito querida, sabendo que uma amiga vinha este fim de semana para Recife, pediu que ela me trouxesse um presente que acabei de buscar no hotel e fiquei muito feliz...o carinho já começa na caixa, que veio toda enfeitadinha com os selos da marca dela (Choco Taty) e dentro da caixa um monte de mimos para a Páscoa...além de uma cartinha super fofa.

 

 

 

Tinha:

1) 4 cenourinhas de coco e nozes (aliás eu e a Sarah já comemos uma e estava divina

2) Rosquinhas de nata

3) Muffins de chocolate com enfeitinhos de cenourinhas

4) Ovinho surpresa cheio de amendoim achocolatado

5) Uma caixinha de fósforos com manta magnética atrás para colocar na geladeira que é muito fofa.

 

Taty, amamos tudo, já comemos cenourinha e rosquinhas e a Sarah tá achando que é Natal aqui hoje...risos...

Quero a receita de tudo depois...hahaha

Amei o seu capricho e saiba que meu dia hoje foi mais feliz e especial por conta da sua amizade...espero te conhecer pessoalmente um dia.




TUE
18
MAR

Desta vez não deu certo.

By Fernanda Pereira

 

Começo este post pela segunda vez mudando seu titulo para não gerar mais controvérsias, pois ao que tudo indica a Pipoka do site de onde tirei a receita ficou ofendida com o post, sendo que não era esta, de maneira nenhuma a minha intenção, e sim contar o meu desastre culinário e, ainda por cima as consequências dele...em nenhum momento disse que a culpa era da receita, e sim minha que devo ter feito alguma coisa errada...como mostra a parte em vermelho do texto, mas gosto de todas vocês, admiro o site de todas, tanto que leio diariamente, e só falei que não deu certo porque realmente não deu, não ia colocar a foto aqui e dizer que tinha ficado uma delícia se não tinha...então novamente desculpe quem se ofendeu e segue a narrativa.

 

 

Sei que o título deste post é horrível, mas é a mais pura verdade, e como gosto de falar a verdade aqui, mesmo quando tudo dá errado, então vamos lá.

Há um tempo atrás comprei um vidro de pasta de amendoim, que eu amo, e que tenho comido quase sempre, mas só eu gosto dela aqui em casa e o vidro é grande...daí ontem, lendo os blogs que costumo ler diariamente, vi uma receita que me deixou feliz...Bolachas de aveia e manteiga de amendoimOpen in a new window...EBAAA, eu dando pulinho de alegria de fazer um biscoito gostoso para tomar com um chá num raríssimo dia de chuva em Recife.

Na hora separei os ingredientes e fui fazer...transcrevo aqui a receita da forma como está no site onde Three Fat Ladies:

 

Ingredientes:

125 g de farinha
125 g de aveia
1 colher de café de fermento
1 colher de café de sal
100 g de açúcar mascavado
90 g de manteiga de amendoim (usei crocante)
60 ml de leite
75 ml de óleo

Numa tigela, misturar a farinha com a aveia, o sal e o fermento. Noutro recipiente, misturar a manteiga de amendoim, o óleo, o leite e o açúcar. Juntar bem as duas misturas e moldar as bolachas com a mão. Não se preocupem pois as bolachas com flocos de aveia (pelo menos as caseiras), regra geral, não ficam muito lisinhas, ficam com aspecto “rústico”. Colocar num tabuleiro coberto com papel vegetal untado. Levar ao forno pré-aquecido a 180 graus durante 10 a 12 minutos (atenção que os tempos variam um bocado de forno para forno e do gás para o eléctrico). Dá entre 12 a 14 bolachas.

 

 

PRIMEIRO PROBLEMA VISÍVEL: a receita dizia 125 g de aveia, mas não especificava que aveia era e eu coloquei a que tinha em casa...de flocos finos, daí vem o primeiro problema, pois esta receita foi tirada de um outro siteOpen in a new window, que fui visitar quando a receita não deu certo e encontrei uma foto que dava para ver nitidamente que a aveia usada era aquela de flocos grandes, o que deve fazer uma "HUGE" diferença. Quem mandou eu não olhar antes né? Também não sei falar francês, mas a foto já ia ajudar (meu primeiro erro)

 

SEGUNDO PROBLEMA: a receita dizia que era para ficar de 10 a 12 minutos no forno, mas depois de passado este tempo os biscoitos estavam completamente moles ainda, então deixei quase 18 minutos e ainda assim, depois de frios, eles não ficaram crocantes, ficaram parecendo biscoito que a gente guarda por dias sem fechar e fica mole sabe?

 

 

O sabor nao ficou horrível...até que é gostosinho, mas tem aquela textura inconfundível de biscoito de fibras sabe? que fica seco na boca e logo você precisa tomar um copo de água por cima? Pois é...comi 3 destes biscoitos e o tal copo de água e o instestino desandou...este é o único detlahe sórdido que vou dar para vocês...risos.

Então se você quer uma receita para ajudar no aspecto indicado, manda ver, mas se é para ser saborosa...esquece. Tinha até feito carinhas sorridentes nela para a minha filha comer e ela deu uma mordida e se recusou a continuar...risos.

 

Recebi hoje a informação da "Pipoka" do site Three Fat Ladies que estava faltando mesmo a palavra "flocos" de aveia na receita, além disso ela me disse que pela cor dos meus biscoitos eu usei o que eles chamam de açúcar mascavado escuro em Portugal,,,quando vi a receita pensei que era o açúcar mascavo e coloquei este, mas não é...o açúcar mascavado deles é o açúcar amarelo normal, mas acho que neste caso, só dá diferença mesmo na cor e um pouco do sabor, mas não na textura.




THU
20
MAR

Quindim da Marilda.

By Fernanda Pereira

 

Vamos começar do começo...quando conheci meu marido ele sempre dizia que o doce preferido dele era quindim, mas não qualquer quindim...o "quindim da Marilda". A Marilda é uma amiga dos nossos pais e que cozinha divinamente e ela havia feito este quindim algumas vezes e ele comeu e o elegeu o melhor de todos, tanto que toda vez que a gente saía ele comia um quindim em algum lugar e dizia..."é bonzinho, mas não é igual o da Marilda".

 

Não precisa nem dizer né...ele foi fazer um intercâmbio de um mês nos EUA e eu preparei uma festinha para ele quando ele voltou e lá fui eu com ingredientes embaixo do braço, pedir para a Marilda me ensinar a fazer o tal quindim.

 

Me lembro até que pregamos uma peça nele, pois quando ele chegou na festa e viu os quindins e viu a Marilda, já tratou de comer logo e dizer para ela que estava divino, mas quem tinha feito aquele?....EU...YES...

 

Só que hoje tive vários problemas logísticos...risos...parece que eles estão me perseguindo estes dias...mas nem ligo...cozinho assim mesmo...uma hora passa.

 

Começou que eu já não fazia esta receita há uns belos 10 anos...então minha memória já não era aquela...dei uma lida na receita e fui fazer...a receita é assim.

 

Receita:

1/2 Kg de açúcar

1 e 1/2 copo americano de água (sem encher até a boca)

2 colheres de sopa de manteiga ou margarina

16 gemas sem pele e passadas pela peneira

1 xícara de coco fresco ralado

 

Preparo:

Colocar o açúcar e a água numa panela e mexer até misturar, depois ligar o fogo e não mexer mais até atingir o ponto de fo brando (o que no meu fogão demorou cerca de 40 minutos em fogo baixo)

 

Quando atingir este ponto, desligue o fogo e misture as duas colheres de manteiga na calda ainda quente e deixe esfriar (e daí veio meu primeiro erro do dia...eu simplesmente esqueci da manteiga e deixei a mistura lá esfriando, quando voltei era um monobloco de açúcar empedrado...açucarou tudo e no desespero fui ver a receita de novo e lembrei da margarina...isso Fernanda, parabéns...joga tudo fora e começa tudo de novo)

 

Daí veio o segundo problema, pois meu açúcar tinha acabado e pedi para minha secretária do lar ir comprar para mim no supermercado da esquina e a danada me volta com açúcar cristal...sabe aquela vontade que você está de fazer a suspresa para agradar o marido e não quer mais esperar, ainda mais porque já tinha passado uma hora fazendo a outra calda e queria acabar logo? Pois é...a pressa realmente é inimiga da perfeição...fui eu fazer a calda com o açúcar cristal.

Se já achava difícil dar ponto com o açúcar branco imagina este...deixei os mesmos 40 minutos e a calda estava mais líquida...porém muito mais bonita para dizer a verdade, e esperei mais alguns minutos e desliguei...desta vez sem esquecer a manteiga...e deixei esfriar.

 

Depois de frio misturei as gemas e o coco ralado nesta mistura e fui despejando em forminhas untadas com manteiga e açúcar (tem que estar muito bem untada tá?).

 

Coloque as forminhas numa forma em banho-maria em forno pré-aquecido até dourarem por cima...meu forno demora bastante então nem adianta dar o tempo para vocês, mas ela tem que ficar bem dourada...a casquinha fica dura em cima.

Daí você tira do forno e espera esfriar para desenformar...

do muita água na forma do banho-maria (pois no final já estava quase secando) ou as duas coisas juntas...só sei que a parte de baixo da forminha não cozinhou o suficiente...pois o coco sobe e fica lá na casquinha e a parte líquida fica embaixo para fazer aquele creme do quindim, mas quando eu desenformava...esta parte estava líquida ainda e escorria pela mão...então ele ficou lindo, saboroso, mas com pouca parte de cima...ficou raso...estou inconformada...tão inconformada que acho que vou fazer tudo de novo hoje para ver se acerto. Mas eu já cmi uns 3 e estavam muito bons.

 

Certo, os deuses realmente não estão colaborando comigo estes dias, o sabor ficou incrível, mas os quindins ficaram rasos...mas a receita é boa...então se quiserem experimentar, depois me contem se deu certo.

9:44 AM | Permalink | 2 comments | Tag: Doces



THU
20
MAR

Bem vindo ao mundo achatado...estou rindo muito.

By Fernanda Pereira

É...eu não desisti da cozinha, depois de meus assumidos dois fracassos seguidos e fui à luta...e o que se faz com tudo aquilo de clara de ovo que sobrou das gemas que usei no quindim? Eu só conheço duas opções: pudim de clara ou suspiro...

 

 

Pudim de clara não ia rolar, porque já estou com a geladeira cheia de quindim e mais um doce para uma família de 2 adultos e uma criança não dá...já o suspiro, além de poder guardar por mais tempo tem um apelo emocional fortíssimo...era o doce que minha avó fazia para a gente quando éramos crianças...eu e minha irmã...ela chegava lá em casa com aquela latinha cheia de suspiros...crocantinhos por fora e molinhos por dentro e era demais...mas eu nunca fiz suspiros...então...bem-vindos ao meu mundo achatadinho...risos

 

É que o quindim já tinha ficado achatado né? Daí fiz o suspiro como mandava na receita, mas acho que não dei o ponto exato para ele ficar mais durinho e fazer picos...e quando coloquei a massa na forma ela se espalhou e fez um disquinho, mas a consistência crocante por fora e molhadinha por dentro foi a mesma e o sabor também...voltei uns 10 anos no tempo.

 

Super simples a receita:

 

1/2 xícara de clara de ovo

1 xícara de açúcar

e eu coloquei um pouquinho de essência de baunilha só para dar um cheirinho.

 

Bata as claras na batedeira até começar a espumar e acrescente 1/3 do açúcar e bata até começar a ficar firme, então vá acrescentando o açúcar aos poucos até fazer picos que não caiam das pás da batedeira.

Depois é só fazer as bolinhas com a ajuda de uma colher numa forma forrada com papel manteiga e assar em forno a 180 graus até que fiquem firminhos mas ainda bem branquinhos.

 

Espere esfriar, desgrude do papel com a ajuda de uma faquinha ou espátula passando por baixo e coloque numa lata fechada para não murchar.

 

Será que vou conseguir sair do mundo achatado? hahaha

6:00 PM | Permalink | 3 comments | Tag: Doces



FRI
21
MAR

Feliz Páscoa com Muffins de pimentão vermelho e mussarela de búfala

By Fernanda Pereira

 

Ontem fiz mais uma receita de muffin do meu livro de muffins do Le Cordon Bleu que já mencionei antes, só que desta vez optei por uma receita salgada...meu paladar estava pedindo um salgado depois dos quindins e dos suspiros.

 

Então escolhi uma receita de Muffins de Pimentão vermelho com Queijo Feta, mas como procurei por todo lugar e não achei o famigerado queijo, troquei por mussarela de búfala desta vez, também ficou muito bom.

 

A receita, como todos os muffins que conheço e que já coloquei aqui é super simples:

 

1 pimentão vermelho grande

300 g de farinha de trigo com fermento

75 g de farinha sem fermento

1 pitada de sal

150 g de queijo mussarela de búfala despedaçado pequeno

2 ovos

250 ml de leite

125 g de manteiga derretida

 

Preparo:

Pré-aqueça o forno a 210 graus, unte um tabuleiro de uns 18 muffins médios (foi o que rendeu o meu).

O pimentão deve sofrer aquele processo que expliquei quando fiz o patê da minha recepção aqui, faça todos os passos para tirar a pele e as sementes e depois é só picar para usar na receita dos muffins.

Peneire as farinhas e o sal em uma tigela, misture com o pimentão picadinho e o queijo e faça uma cova no centro.

Bata os ovos com o leite e jogue, junto com a manteiga, no centro dos ingredientes secos. Mexa com uma colher de metal até estarem todos os ingredientes combinados, mas sem misturar demais - a mistura deve ficar com grumos.

Encha as forminhas e asse até que um palito introduzido no centro saia limpo.

Deixe os muffins na forma 5 minutos, antes de os retirar e colocar sobre uma rede para arrefecer.

 

 

Uma dica é colocar um pouquinho mais de sal do que o costume, pois o queijo não tem sal e o pimentão fica adocicado e o meu ficou um pouquinho sem sal para o meu gosto.

 

Fiz uma arranjo bonitinho de Páscoa para tirar as fotos e tive a idéia de embrulhar alguns muffins num tecido que tinha aqui para presentear algumas pessoas queridas que não ligam muito para chocolate...será que elas existem???  haha.

 

 

Feliz Páscoa para vocês...e amanhã tem o maior festa mexicana aqui em casa.



   
 
   
 
   
 
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